Do ponto de vista espírita, sexo biológico é a conformação morfofisiológica a que estamos sujeitos todos os espíritos que encarnamos na Terra e que temos, nessa função, o meio programado pela natureza para a nossa reprodução. Como decorrência, existe a atração sexual, de natureza biopsíquico-espiritual, e também o afeto - daí o termo homoafetividade - que se traduz nas ligações afetivas que se
20 setembro 2024
UM OLHAR ESPÍRITA SOBRE A BISSEXUALIDADE - ELIAS INÁCIO DE MORAES
18 setembro 2024
14 setembro 2024
CEPABrasil participa do 19º ENLIHPE
- O evangelho segundo o espiritismo: seu contexto e proposta, por Ricardo Terini;
- A hermenêutica bíblica em O evangelho segundo o espiritismo, por Daniel Salomão;
- A mediunidade curadora no livro Imitação do evangelho segundo o espiritismo, por Luciana Farias e Silvio Chibeni;
- Exposição da proposta de normalização de referência em Kardec, por Brasil Fernandes;
- 160 anos de O Evangelho segundo o espiritismo, por Antônio Perri de Carvalho;
- A ciência contida em O evangelho segundo o espiritismo, por Alexandre Fontes da Fonseca;
- O aspecto religioso da Doutrina Espírita, por David Monducci;
- A singularidade de O evangelho segundo o Espiritismo, por Luis Jorge Lira Neto e Luciana Farias;
- A boa nova trazida pelo Espiritismo, Marco Milani.
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03 setembro 2024
DEMOCRACIA: UMA UTOPIA AINDA A SER ALCANÇADA! - Ricardo de Morais Nunes*
Temos defendido ao longo dos últimos
tempos a importância dos espíritas pensarem as questões da política, da
economia e da sociedade com vistas a poderem formar uma consciência mais ampla
destas questões, de um ponto de vista filosófico, não partidário, como é
obviamente o caso quando tratamos desses temas no âmbito do movimento espírita.
Acreditamos mesmo que tais reflexões podem propiciar aos espíritas um melhor desenvolvimento de seu pensar político e social , de um ponto de vista crítico, tendo em vista a uma melhor participação cidadã, de natureza humanista, nas diversas sociedades do mundo em que vivem.
20 agosto 2024
A FRAQUEZA DOS BONS - Milton Medran Moreira
A FRAQUEZA DOS
BONS
“A anarquia social não se manifesta somente nas camadas inferiores da sociedade. Como todas as epidemias mentais, é uma moléstia essencialmente contagiosa.”. Gustave Le Bon, em “Psicologia Política”.
Foi a partir de sua
redemocratização que o Brasil começou a perceber mais claramente o elevado
nível de criminalidade existente em suas elites políticas e econômicas,
historicamente protegidas pela impunidade.
A assim chamada “criminalidade do colarinho branco” passou a merecer, então, melhor
09 agosto 2024
Sobre Anjos e Demônios - Salomão Jacob Benchaya
Uma questão que sempre me incomodou nos
escritos de Allan Kardec foi o seu tratamento exageradamente conciliador entre
a abordagem espírita e a figura teológica dos anjos e demônios de diversas
religiões, notadamente a católica. Kardec tratou desses assuntos em O Livro dos
Espíritos e n’O Céu e Inferno. Na pergunta 128 (LE), Kardec pergunta se “os
seres a que chamamos de anjos, arcanjos, serafins, formam uma categoria
especial, de natureza diferente da dos outros Espíritos” e a resposta é “Não;
são os espíritos puros: os que se acham no mais alto grau da escala e reúnem
todas as perfeições.” A resposta, a meu ver, deveria ficar restrita ao “Não!”.
Seu complemento a torna confusa.
Em o Céu e o Inferno (Cap. VIII), embora Kardec estivesse criticando os ensinamentos da Igreja, refere-se a “anjos segundo a Igreja” e a “anjos segundo o espiritismo”. Esta última expressão sugere a existência dessa categoria de seres na Doutrina Espírita, o que não pode ser aceito. Não há analogia possível entre “anjo” e “espírito puro ou superior”. Anjos, segundo a Igreja, são seres criados puros, ou seja, privilegiados, escolhidos. Espíritos Puros, na visão espírita, são seres que, através das múltiplas encarnações, evoluíram, entre erros e acertos, até chegarem à perfeição.
06 agosto 2024
A QUEDA DO CÉU - ALCIONE MORENO*
Após ler o livro “A Queda do Céu -
palavras de um xamã yanomami” de Davi Kopenawa (Yanomami) e Bruce Albert
(etnólogo francês) solidarizo-me cada vez mais com populações em
vulnerabilidade. O livro deste xamã (pajé) e porta-voz dos Yanomami foi
publicado originalmente em francês, em 2010.
Além de ser sua autobiografia, relata os costumes e as crenças deste povo indígena, bem como a destruição da floresta e sugestões para mantê-la viva. Suas palavras, coletadas por Albert por mais de 20 anos de convivência, resultaram neste livro.
26 julho 2024
19º ENLIHPE Encontro Nacional daLiga de Pesquisadores do Espiritismo24 e 25 de AGOSTO de 2024 Tema: 160 anos de O evangelho segundo o espiritismo
19º ENLIHPE Encontro Nacional daLiga de Pesquisadores do Espiritismo 24 e 25 de AGOSTO de 2024.
Local : União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo
Rua Dr. Gabriel Piza, 433 - Santana /São Paulo - SP
20 julho 2024
O GRANDE PROBLEMA DA TRANSEXUALIDADE
Reinaldo Di Lucia
14 julho 2024
HOMENAGEM - À ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PEDAGOGIA ESPÍRITA - ABPE
À Associação Brasileira de Pedagogia Espírita – ABPE
Em nome do CPDOC – Centro de Pesquisa e Documentação Espírita
e da CEPABrasil – Associação Brasileira dos Delegados e Amigos da CEPA,
queremos parabenizar a ABPE – Associação Brasileira de Pedagogia Espírita pela
realização do evento KARDEC PARA O SÉCULO XXI nos dias 06 e 07 de julho de 2024,
na cidade de Bragança Paulista.
Momentos de aprendizado, reflexão, confraternização, arte e
mediunidade marcaram dois dias prazerosos de convívio com espíritas de diversas
cidades do país.
Esperamos nos encontrar em outras oportunidades em eventos da
ABPE, do CPDOC ou da CEPA sempre com o espírito aberto ao diálogo e à
fraternidade que deve reunir os espíritas, especialmente os que buscam a
“espiritualidade livre e crítica”!
Santos / Curitiba, 13 de julho de
2024.
Saulo de Meira Albach – Presidente do
CPDOC
Ricardo de Morais Nunes – Presidente
da CEPABrasil
10 julho 2024
01 julho 2024
A PALAVRA DA CEPA POR DANTE LÓPEZ
LA CEPA EN ACCIÓN
DANTE LÓPEZ
Ex-Presidente da CEPA (2008/2016)
É uma alegria imensa escrever este artigo para destacar a extraordinária experiência que vivemos no último mês de maio, na formosa Ilha de Porto Rico, onde compartilhamos dias inesquecíveis durante o 24º Congresso da CEPA.
26 junho 2024
NOVO CONSELHO EXECUTIVO - Jacira Jacinto da Silva passa a Presidência da Cepa a José Arroyo
NOVO CONSELHO EXECUTIVO
Os
congressos da CEPA, realizados de quatro em quatro anos, desde sua fundação, em
1946, também reúnem sua Assembleia Geral para eleger seus dirigentes.
Tradicionalmente, sua presidência e vices obedecem a rodízio, no qual
contemplam os principais países onde a CEPA tem instituições filiadas. Eis sua
nova composição:
Presidente: José Arroyo (Porto
Rico); Vice-presidências regionais: Gustavo Molfino (América do Sul); Yolanda
Clavijo Blas (Norte da América do Sul e Caribe); Daniel Torres (América Central
e México); Jacques Peccatte (Europa). Assessores Internacionais: Jacira Jacinto
da Silva, Dante López, Milton Medran Moreira e Jon Aizpúrua; Assessores
Especiais: Rosa Diáz Outeriño (AIPE); Ricardo de Morais Nunes (CEPABrasil);
Yolanda Clavijo (CIMA); Conselho Fiscal: Nydia Lozada, Alexandre Cardia Machado
e Salomão Jacob Benchaya. Departamentos Técnicos: Ivete Ayala (Comunicação);
Mauro Spínola (Investigação e Produção de Conteúdo).Coordenadores de áreas:
Comunicação – Zoraida Diaz e Sandra Rodriguez (Criação de Audiovisuais e
Mídias); Mercedes Culzoni e Vivian Mattei (Estratégia e Execução); Victor da
Silva (Divulgação em Redes Sociais e Página WEB; Nelly Urruzola
(Correspondência e Intercâmbio); Investigação e Produção de Conteúdo – Gustavo
Molfino (Investigação); Ademar Chioro dos Reis, Mauro Spínola e Ricardo de
Morais (Coleção Livre-Pensar Espírita);
Sandra Régis (Arte e Cultura).
20 junho 2024
TRIBUTO A EUGÊNIO
Postamos este artigo como uma homenagem póstuma ao querido Eugênio Lara, pensador espírita desencarnado em 6 de junho de 2024. Com nossa gratidão pelo legado ao espiritismo livre-pensador, humanista, plural e progressista.
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BOM SENSO E SENSO COMUM
Eugenio Lara*
Em diversas oportunidades Allan Kardec declara que o Espiritismo é uma questão de bom senso.
A
questão do bom senso está sempre presente no pensamento de Allan Kardec. Isso
pode ser detectado e observado na leitura de toda a Kardequiana. Mas, afinal, o
que é esse bom senso de que o fundador do Espiritismo e os espíritos tanto
falam?
Podemos
começar a entender o que é esse bom senso no contexto kardequiano ao
compreendermos que ele não é o “senso comum” usado no cotidiano pelas pessoas.
Por se tratar de um conjunto de conhecimentos acumulados por determinado grupo
social, o senso comum é cultural, baseado na tentativa e no erro. Não é
científico, não é filosófico.
O
senso comum produz espontaneamente um critério de verdade aceito por
determinado grupo, herança dos costumes, sem que haja a reflexão, apenas
segue-se a tradição, variando de cultura para cultura porque possui
enraizamento cultural, social.
Já
o bom senso exige reflexão, racionalidade. O critério de verdade eleito pelo
bom senso está associado à reflexão filosófica, ao livre-pensar, ao uso da
razão e da intuição, onde a intuição deve estar a serviço da razão e não o
inverso. É por isso que o Espiritismo é uma doutrina racional, onde o bom senso
exerce lugar de destaque.
O
bom senso de Kardec é semelhante ao cartesiano. No Discurso do Método, o
grande filósofo francês René Descartes inicia suas reflexões justamente sobre
essa questão. Segundo ele, o bom senso “é a coisa mais bem distribuída do
mundo” porque é igual em todos os homens. Descartes define o bom senso como “o
poder de bem julgar e de distinguir o verdadeiro do falso”. Bom senso é
sinônimo de razão.
Conceito
semelhante desenvolve Allan Kardec em suas reflexões, onde o bom senso e
razão são inseparáveis. Não existe razão sem bom senso e nem bom senso sem
razão. Razão, lógica e bom senso são um trinômio inseparável
no pensamento de Kardec, porque para ele o Espiritismo representa um pensamento
peculiar, com identidade própria, que satisfaz, ao mesmo tempo, “à razão, à
lógica, ao bom senso e ao conceito em que temos a grandeza, a bondade e
a justiça de Deus” (...) pela fé inabalável que proporciona.” (O Céu e o
Inferno, cap. I, segunda parte, 14 – FEB).
Segundo
Allan Kardec, para se avaliar o valor, a qualidade dos Espíritos, “não há outro
critério senão o bom senso”. “Absurda será qualquer fórmula que eles
próprios deem para esse efeito e não poderá provir de Espíritos superiores”,
conclui. (O Livro dos Médiuns, cap. XXIV, item 267 – FEB).
Quem
julgará as interpretações diversas e contraditórias fora do campo teológico? –
pergunta Kardec em Caracteres da Revelação Espírita. Ele mesmo responde: “O
futuro, a lógica e o bom senso”. (A Gênese, cap. I – 29 –
FEB).
Na
primorosa introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo, acerca da
análise de informações e conceitos oriundos dos Espíritos, Kardec é bem
taxativo: devem ser rejeitados quando entrem em contradição “com o bom senso,
com uma lógica rigorosa e com os dados positivos já adquiridos, (...) por mais
respeitável que seja o nome que traga como assinatura”. (FEB – grifo meu).
Não foi
à-toa que o grande astrônomo Camille Flammarion, em discurso fúnebre proferido
no enterro do mestre lionês, chamou Allan Kardec de “O Bom Senso Encarnado”:
“Razão
reta e judiciosa, aplicava sem cessar à sua obra as indicações íntimas do senso
comum. Não era essa uma qualidade somenos, na ordem de coisas com que nos
ocupamos. Era, ao contrário – pode-se afirmá-lo – a primeira de todas e a mais
preciosa, sem a qual a obra não teria podido tornar-se popular, nem lançar pelo
mundo suas raízes imensas”. (Obras Póstumas – FEB).
____________________________________
*Eugenio Lara,
arquiteto e designer gráfico, é membro-fundador do Centro de Pesquisa e
Documentação Espírita, editor-fundador do site PENSE – Pensamento Social
Espírita
10 junho 2024
PARABÉNS JACIRA!
PARABÉNS
JACIRA!
No mês de maio de 2024 encerrou-se o período de 8
anos na presidência da CEPA - Associação Espírita Internacional - da brasileira e
querida amiga Jacira Jacinto da Silva.Não iremos pormenorizar nesse artigo
todos os atos e objetivos de seu
mandato, o que não é o caso para um breve artigo da imprensa espírita.
Para quem deseja conhecer melhor o pensamento de Jacira no âmbito da administração da CEPA recomendamos o artigo "Objetivos estratégicos para o livre pensamento espírita e para a CEPA", de autoria de Jacira Jacinto da Silva e Mauro de Mesquita Spinola, datado de 15 de janeiro de 2024, que pode ser encontrado no seguinte endereço eletrônico cepainternacional.org.
Faremos, nesse momento, apenas uma
pequena análise de algumas poucas características pessoais de Jacira que foram
levadas para a presidência da CEPA nesse longo período de dois mandatos.
Jacira, sobretudo, possui um grande
apreço pela obra de Allan Kardec, é, como costumamos dizer, uma kardecista de
mão cheia. Uma estudiosa atenta e incansável da filosofia espírita.
Mas não é uma idólatra da obra do professor
francês. Entende perfeitamente que as circunstâncias históricas em que a obra
de Kardec foi elaborada e os
condicionamentos culturais de encarnados e desencarnados, inclusive do próprio
Kardec, na edificação da obra, devem ser levados em consideração se
pretendemos um espiritismo para o século XXI.
A partir dessa compreensão, Jacira, em seus
anos de presidência, fez grandes esforços para a realização do que chamamos, já há alguns anos, de atualização do
espiritismo, sem que esta atualização perdesse de vista as bases fundamentais
colocadas por seu fundador.
Outra característica de Jacira é sua
extrema sensibilidade social. Sua sensibilidade já era plenamente conhecida ao
tempo em que era juíza de direito, época em que, ousadamente, para os padrões
médios dos profissionais de sua área, realizou atividades de ressocialização de
presos, como nos relata em seu livro Criminalidade: Educar ou Punir? editado
pelo CPDoc - Centro de Pesquisa e Documentação Espírita, no qual conta sua
interessante experiência.
Por ocasião de sua presidência na CEPA, jamais escondeu seu desconforto
com esse mundo de desigualdades e injustiças no qual vivemos. Buscou colocar a
filosofia espírita no mundo contemporâneo, através de sua atuação no movimento
espírita laico e livre pensador, sempre em sintonia com os problemas sociais de
nosso tempo.
E, finalmente, Jacira buscou criar
laços de amizade com outros espíritas no
mundo, através de suas viagens por vários países, buscando estabelecer pontes
de diálogo, sob as bases do livre pensamento e da alteridade.
Seu companheiro de vida, Mauro
Spínola, também membro do Conselho Executivo da CEPA, foi fundamental nessa trajetória
de sucesso de Jacira, com seu apoio e trabalho incansáveis, merecendo, por
isso, destaque especial.
Merece destaque também todo o Conselho Executivo da CEPA que atuou
durante os dois mandatos de Jacira. Os que lideram sabem que sem companheiros
dedicados nada se faz nesse mundo. Jacira foi uma liderança que valorizou o
coletivo, sem personalismos menores, e foi, por isso, profundamente democrática
em suas administrações.
Como um dos coordenadores da coleção
livre-pensar: espiritismo para o século XXI, editadas pela CEPA e CPDoc,
que já vai para a sua segunda série de livros, é necessário lembrar e agradecer
todo o apoio de Jacira a esta iniciativa. Do primeiro momento em que
apresentamos o projeto ao Conselho Executivo da CEPA até os dias de hoje seu
apoio foi permanente e pleno em entusiasmo.
Parabéns Jacira! Sua tarefa foi cumprida
brilhantemente. Agora você merece alguns dias de descanso das muitas atividades
nas quais está envolvida, inclusive, das numerosas e extenuantes atividades da Fundação
Porta Aberta, instituição que se tornou um paradigma de eficiência e seriedade em
seus objetivos de assistência social.
Só nos resta dizer, como espíritas laicos e
livres-pensadores brasileiros, que nos orgulhamos muito dessa grande mulher brasileira
que ora deixa a presidência da CEPA.
Desejamos ao novo presidente da CEPA,
José E. Arroyo, de Porto Rico, e sua diretoria, toda a sorte para a nova fase.
Os desafios para uma instituição tão importante ao movimento espírita internacional
são imensos, dada a complexidade de uma instituição que tem que lidar com
espíritas de vários países, cada qual com seu movimento espírita, história e
cultura peculiares.
Enfim, que a CEPA continue trilhando
pelos caminhos de um espiritismo verdadeiramente kardecista, progressista,
progressivo, laico, humanista e livre-pensador. Um espiritismo capaz de
dialogar com as complexidades científicas, filosóficas, culturais, éticas e
sociológicas deste século XXI.
Ricardo de Morais Nunes
Presidente da CEPABrasil
07 junho 2024
ADIAMENTO DO VI ENCONTRO
VI ENCONTRO DA CEPABRASIL É ADIADO EM DECORRENCIA DAS
ENCHENTES
COMUNICADO
A Diretoria Administrativa da CEPABrasil, reunida em 03.06.2024, após
análise da situação calamitosa pela qual atravessa o Estado do Rio Grande do
Sul e, em especial, sua Capital – Porto Alegre -, cujo aeroporto deverá
permanecer inoperante até o final do ano, dificultando o acesso de visitantes à
cidade, decidiu adiar aquele evento para o próximo ano, em datas a serem
divulgadas oportunamente.
Outrossim, esclarece que o pagamento da taxa de inscrição já efetuado
permanecerá válido para as novas datas. Eventuais e compreensíveis desistências
deverão ser comunicadas para efeito de ressarcimento dos respectivos valores.
Finalmente, roga desculpas aos participantes que, eventualmente, já
tenham adquirido suas passagens aéreas pelos possíveis contratempos que poderão
enfrentar junto às companhias aéreas.
Atenciosamente,
Ricardo de Morais Nunes – Presidente
da CEPABrasil
Salomão Jacob Benchaya – Comissão
Organizadora
05 junho 2024
DO DISCURSO À AÇÃO E O COMPORTAMENTO ESPÍRITA
Jailson Lima de Mendonça* - Santos/SP
Este texto teve como motivação alguns
questionamentos e reflexões sobre nosso comportamento, em especial como
espíritas, a responsabilidade do exemplo e também do distanciamento entre o
discurso e a ação no contexto que vivemos.
Consideramos interessante a
capacidade que temos de nos indignar momentaneamente quando recebemos uma
notícia ou um post nas redes de
informação em especial as sociais, as quais muitas vezes nos causam tristeza,
revolta mesmo, enquanto em outros nos levam à reflexão sobre nossa própria
vida, valores, potencialidades e limitações.
Em alguns casos, no sentido positivo,
nos embebecemos de uma vontade que antes não estava presente, como se fora um
impulso, um pensar o que não havíamos pensado, um querer assumir e acreditar
que somos capazes de realizar. Em outros, no sentido negativo, nos sentimos
fragilizados, às vezes impotentes, mas que nos incita pra fazer, mudar,
realizar, mas que no geral se vai esvaindo e voltamos ao nosso estado de ser tentando
nos conformar de que não podemos fazer mais do que já estamos fazendo. Será?!
Vivemos em um mundo onde, ainda, as
pessoas são analisadas, julgadas e criticadas pela aparência, pelo visual, por
suas posses e não estamos preocupados com o que os outros efetivamente tem a
oferecer, qual a contribuição que tem pra dar e agregar ao meu próprio
aprendizado.
As notícias que vemos ou fatos que
presenciamos no geral nos deixam inertes, como se não tivéssemos nada a ver com
isso. E vem o inquietamento, pois é difícil acreditar que vivendo no século XXI
com a imensidão de conhecimento e informações que já foram desenvolvidos,
pensados e escritos, não nos parece crível que agimos desta ou daquela maneira
e que muitas das atitudes que consideramos aceitáveis parecem exceções.
Verificamos que a construção efetiva
se dá num passo muito menor do que da nossa capacidade criativa e intencional.
A execução, o agir, esbarra em uma série de artefatos, concretos ou não, que a
nossa vontade não consegue transpor. E porquê?
Somos todos iguais na origem, e espíritos
num processo natural de desenvolvimento individual, com livre arbítrio e
inteligência, mas que necessariamente passamos ou adquirimos aprendizado
através da relação com o outro.
Quando falamos da distância entre o discurso e
ação, será que o falar, por si só não seria uma ação? Já que ao falarmos
estamos de alguma forma nos comprometendo ou influenciando aquele que escuta?
As ações dos seres humanos, ou
melhor, dos espíritos encarnados, são representadas por uma linguagem verbal ou
não que de toda forma gerará consequências a partir da capacidade
representativa do autor e sua vontade, ou seja, do seu campo de influência e
dos diversos motivos que animam os interesses pessoais e coletivos.
E nesse momento que vivemos um
período de revisão de valores é preciso ceder espaço à reflexão de que quanto
mais se assume o que se é, embora não sem dor, abre-se caminho para a
felicidade.
Não dá
para fugir, se aqui estamos, estamos para fazer e realizar, assumindo a
responsabilidade dos nossos pensamentos, ações e comportamentos, ou seja, a
parte que nos cabe na construção de uma nova sociedade mais ética, justa e
fraterna.
Questionamentos,
dificuldades, resistências e reflexões haverão, mas não há mudanças sem esforço
e comprometimento.
Somos
espíritos e temos nosso livre-arbítrio o que significa a possibilidade de
optarmos entre muitas variáveis, exercendo o direito de escolha e praticando o
exercício da vontade como garantia do poder de executar nossa decisão. Ora,
todas essas atitudes só se concretizarão a partir de uma base de conhecimento
do porquê, das razões e de se ter um consistente objetivo para a vida.
Portanto, devemos agir com
parcimônia, mas quais são os limites da virtude da tolerância? Pensamos que
pode se resumir em dois princípios: “Não faças aos outros o que não queres
que te façam a ti” e “Não deixes que te façam o que não farias a outrem”.
________________________________________
*Jailson Lima de Mendonça, casado,
advogado e contador, Presidente do Centro Espírita Beneficente Ângelo Prado,
Santos/SP e ex-presidente da CEPABrasil.
20 maio 2024
OS ESPÍRITAS ORTODOXOS
Salomão Jacob
Benchaya(*)
No espiritismo, que é um movimento evidentemente diversificado, segmentado, também encontramos espíritas ortodoxos, apegados excessivamente aos textos fundadores e avessos a uma reflexão contemporânea sobre as ideias basilares de Allan Kardec. Afirmam que “fora de Kardec, não há espiritismo” ou que “o Espiritismo é um só”. Percebem como verdade apenas o que se encontra na literatura kardeciana toda ela ditada e supervisionada pelos “espíritos superiores”. Sendo a “3ª revelação divina”, como equivocadamente Kardec o situou, tornar-se-ia uma doutrina infalível, portanto, definitiva e indiscutível, terreno já dominado ao qual, um dia, a Ciência poderá alcançar.
05 maio 2024
O VELHO DE KAFKA
Maurice Herbert Jones (*)
Os burocratas têm a última palavra. Esta é a moral da história de Kafka; se eles dizem não, ele não pode entrar. Se tivesse tido mais do que essa esperança passiva, ele teria entrado, e sua coragem para ignorar os burocratas teria sido o ato libertador.
20 abril 2024
POR QUE JULGAMOS TANTO?
Claudia Regis Machado*
É
da natureza humana fazer um julgamento, uma avaliação do mundo de acordo com suas
crenças.
Não
estou restringindo aqui ao aspecto moral do que é certo ou errado, mas um olhar
que abrange vários itens da vida humana onde está contido também a perspectiva
ética que compõem nossas crenças, a nossa percepção de mundo.
Cada
pessoa é um mundo, que passa por situações e vivencias com as
com as quais sofreu e aprendeu, que só ela conhece e compreende.
Na maioria das vezes acreditamos que a nossa visão é a única válida, e isto atrapalha de ir, de ver mais além, e compreender outras perspectivas diferentes.









