A moral do Espiritismo, por Amilcar Del Chiaro Filho ( in memoriam)
abril 29, 2021 Administrador site ECK
Amilcar Del Chiaro Filho foi um estudioso e divulgador do Espiritismo brasileiro faleceu em 2006 Ele apresentiu programas de rádio sobre Espiritismo por décadas e publicou vários livros sobre o tema. Amilcar também foi um palestrante muito requisitado e ativo em diversas organizações espíriotas.
O Livro Terceiro - Leis Morais -, de " O livro dos Espíritos", apresenta teorias avançadas para a sua época, especialmente no que concerne aos direitos da mulher e ao direito de viver.
Absurdamente, os críticos do Espiritismo, ao tempo de Kardec, acusaram a doutrina de imoral, simplesmente porque ele afirmou que a mediunidade se manifestava nas pessoas independetemente da sua moral.
Confundiram o médium, ser humano falível com a Doutrina Espírita, ditada pelos espíritos superiores, com a contribuição dos homens e, em especial do próprio Kardec.
O Espiritismo tem uma moral límpida clara, sem concessões especiais, sem fanatismo ou exigênciais absurdas. Aprendemos com ele que viemos dos reinos inferiores da naftireza, e hoje somos humanos em demanda à angelitude, entedida esta como sabedoria e virtude. Como homens vivemos a dualidade matéria/espírito, pois temos as necessidades ,ateriais mdenalimentação, vestuário, abrigo, escola trabalho, lazer, sexo enaspirações demlevantar voo em mbusca da nossa espiritualização. Nenhum Espírita consciente den sua Dourina xespreza a oportunidade de viver e aprender.
Que (quem) lê " O LIvro dos Espíritos", sem pensamentos preconcebidos, admira-se de sua simpliociodade e profundidade. Não existem teorias esdrúxular, comflitates, mas tudo é claro e natural.O seu Livro Terceiro - Leis Morais - apresenta teorias avançadas para a sua época, especialmente no que concerne aos direitos da mulher e ao direito de viver.
Não queremos deixar este artigo demasiadamente longo e enfadonho, mas dar rápido passeio sobre os temas, destacando uma ou outra coisa, aqui e ali, a começar pela |Lei de Adoração. Aprendemos com a Doutrina Espiritan a não ter medo de Deus, portanto, nossa adoração não é para aplacar sua ira, mas a submissão consciente e pacífica da criatura ao seu criador. Se o adoramos, é porque o amamos. Também não o adoramos anteriormente, com pompas e ouropés, mas sim no coração , no sentimento.
Na Lei de Destruição, aprendemos que, ao morrermnos, apenas o invólucro material,perece. O espírito escapa do casulo e levanta seu voo para a espiritualidade. Quem poderá entender melhor que os espíritas as palavras de Paulo de Tarso:" Semeia-se corpo animal e nasce o corpo espiritual"?.
Na Lei do Trabalho vem a sentença sábia o limite do trabalho é o das forças do homem. Aquele que não pode (se sustentar) sustentar-se deve ser cuidado pela sociedade. A falta de trabalho é flagelo. Sim, é um flagelo talvez superado, somente, pelo egoísmo da humanidade.
Na Lei de Igualdade fica demonstrado que Deus não criou as classes sociais. Todos somos iguais perante Deus e Kardec eleva a mulher à sua verdadeira condição. Homens e mulheres têm os mesmos direitos, mas deveres, ou funções, diferentes. Mesmo que para alguns pareçam modestas as funções, há cento e quarenta anos era essa uma posição avançadíssima.
As Leis Morais aniquilam o aborto, a eutanásia, a escravidão, o domínio do homem sobre a mukhger, e chama a atenção de pais e educadores para a necessidade de educação moral, formadora de bons hábitos e não apenas a instrução.
Mas, nos deleitamos com a Lei de Justiça, Amor e Caridade,( em que) onde os espíritos afirmam que o rimeiro do homem é o de viver. Para nós é um hino de amor, um grito de alerta, antes mesmo da existência de entidades que defendem os direitos dos homens. O direito de viver compreender a dignidade das vidas.
O Livro afirma que ninguém pode atender contra a vida de outrem. É fácil compreender que não se trata de atentado com arma ou com agressão, mas também atender-se contra a vida de outrem com a má distribuição de renda e dos bens da terra, com a justiça morosa e, às vezes, imoral em relação aos fracos e oprimidos.
A Doutrina Espírita é viril, corajosa, revolucionária. A nosso ver, erram aqueles que pregam uma doutrina de submissão, dizendo que os que sofrem, hoje, gozaram e abusaram ontem. É essa sociedade injusta e opressora que fabrica as " candelárias", os massacres de presos, as revoltas da FEBEM, as torturas, as ditaduras e os crimes bárbaros.
Não pregamos a violência, mas a coragem de dizer a quem erra que ele é o responsável pelas consequências advindas de seus atos. A coragem de mostrar a hipocrisia dos que desvirtuam um mandato outorgado pelo povo para exercê-lo em favor do povo, e não de si mesmo ou do seu corporotivismo.
Cremos que já é hora dos espíritas aperfeiçoarem a sua assistência social que é importante, com mudanças sociais. Viver não pode ser uma concessão dos mais fortes, e sim um direito natural. Fazer aos outros o que queremos que nos seja feito e, ainda, uma regra de ouro para a humanidade.
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