1. Introdução
No capítulo “Da lei de liberdade” de O
Livro dos Espíritos Allan Kardec analisou com lucidez diversas
questões relativas à fatalidade, dedicando-lhes uma seção inteira. Neste artigo
pretendemos expor brevemente a concepção espírita de fatalidade, estabelecida
naquela seção e em obras complementares.
Ao iniciar qualquer estudo, é sempre conveniente ter clareza quanto ao significado preciso dos termos envolvidos. Consultando o dicionário, verificamos que fatalidade é a marca do que é fatal, a força que predispõe irrevogavelmente os acontecimentos, o destino. Fatal é aquilo que é certo, prescrito pelo destino, irrevogável, que necessariamente acontecerá, inevitável, decisivo, inadiável, funesto, nefasto.