No dia 23/09/23, na sede do CEAK-Santos, faremos o evento de comemoração do aniversário de 35 anos do CPDoc - Centro de Pesquisa e Documentação Espírita. A recepção com coffee break se iniciará às 09h30min e a Abertura propriamente dita, às 10h, seguindo-se o pronunciamento de Ademar Arthur Chioro dos Reis, um dos fundadores do CPDoc. Após o almoço outras atividades se desenvolverão, até o encerramento, às 18h (Veja o cartaz ao lado). Será uma verdadeira festa do livre-pensar espírita, um encontro de amigos! Você é nosso convidado! Participe!
11 setembro 2023
06 setembro 2023
O CERNE DA QUESTÃO DOS SOFRIMENTOS FUTUROS
Com o advento da concepção da autonomia moral e livre-arbítrio dos indivíduos, a questão das dores e provas futuras encontra uma nova noção, de acordo com o que se convencionou chamar justiça divina.
O
pior das discussões sobre os fundamentos do espiritismo se dá quando nos
afastamos do ponto central ou, tão prejudicial quanto, sequer alcançamos esse
ponto, ou seja, permanecemos na periferia dos fatos, casos e acontecimentos
justificadores. As discussões costumam, normalmente e para mal dos pecados, se
desviarem do foco e alcançar um estágio tal de distanciamento que fica
impossível um retorno. Em grande parte das vezes, o acirramento dos ânimos se
faz inevitável.
A ideia da autonomia moral é alentadora. Antes se dizia: “quem o alheio veste na praça o despe”. Essa palavra é expressiva, mas parcial, pois não abrange um percurso mínimo de explicação de um fato. Bem compreendida, porém, fará sentido e então não será repelida.
31 agosto 2023
COLEÇÃO LIVRE-PENSAR IMPRESSA
Caro(a) amigo(a),
Estamos iniciando a pré-venda da COLEÇÃO LIVRE-PENSAR: ESPIRITISMO PARA O SÉCULO XXI, promovida pela CEPA e CPDoc. Disponibilizaremos para venda a coleção impressa em sua versão em língua portuguesa. Para adquirir, clique no link do site www.cpdocespirita.com.br e no botão Adquirir Agora. Estamos com um preço promocional até dia 22/09/2023, véspera da comemoração Aniversário de 35 anos do CPDoc. Não perca tempo!
17 agosto 2023
A vantagem de viver muito
Por Milton Rubens Medran Moreira
13 maio 2023
SOBRE O EVANGELHO ANTIRRACISTA
Ricardo de Morais Nunes – Presidente da CEPABrasil
25 março 2023
17º FÓRUM ESPÍRITA DO LIVRE-PENSAR DA BAIXADA SANTISTA
REFLEXÕES SOBRE O AMOR
21 março 2023
ESPIRITISMO, LAICIDADE, LIVRE PENSAR E AS RELAÇÕES COM A ATUALIDADE
Milton Medran Moreira
A
religião e o laicismo
No dia 23 de setembro de 2012, quando ainda
ocupava o trono da Santa Sé o pontífice recentemente desencarnado Bento XVI,
publiquei no mais importante jornal de Porto Alegre, Zero Hora, o artigo “O
Papa e o Laicismo”.
Comecei o texto reconhecendo: “Andou muito
bem o Papa Bento XVI, em sua recente visita ao Oriente Médio, pedindo se
respeite, ali, a liberdade religiosa e defendendo o laicismo por ele adjetivado
como saudável”.
Como todos sabemos, o cardeal alemão Joseph
Ratzinger, então no papado, sempre demonstrou posições bastante conservadoras,
diferentemente daquele que o iria suceder, o Papa Francisco, que ainda hoje
está no cargo e a quem, com justiça, se atribuem posições muito progressistas
e, em grande parte, coincidentes com os anseios modernos do pluralismo
religioso e do secularismo.
Cerca de dois anos antes, numa visita à Espanha, para uma efeméride envolvendo as tradições religiosas de Santiago de Compostela, Bento XVI fizera um histórico da tradição cultural espanholaonde se incrementaram conceitos contemporâneos de laicidade. Lamentou que o laicismo então defendido se posicionava como anticlerical e contrário ao exercício de poderes tradicionalmente reconhecidos como exercitáveis pela Igreja. Naquela visita de 2010 à Espanha, Ratizinger sustentou que “para o futuro é necessário que não haja um enfrentamento, mas um encontro entre fé e laicismo”.
09 fevereiro 2023
O Brasil do momento
Alexandre Cardia Machado*
As coisas estão mudando no Brasil, temos um governo de esquerda, ou melhor, para que possa governar uma aliança de centro-esquerda com as necessárias adaptações que viabilizam a governabilidade.
Já mais de uma vez escrevi, neste jornal, que ao caminharmos, nos
inclinamos ora para a esquerda, ora para a direita é o viabiliza o nosso
movimento bípede. Assim como o balaço humano, neste momento a política pende
para a esquerda.
Mas o momento atual requer maturidade de todos os espectros ideológicos. Os novos governantes precisarão ter o máximo cuidado com o que hoje costuma-se chamar de “compliance”, este foi sem dúvida alguma o maior problema das administrações de esquerda anteriores e que levou milhões de pessoas a se associarem a Bolsonaro em 2018. Bem, as leis que regem as ações governamentais foram aprimoradas no sentido de impedir ações que levem ao desperdício dos recursos públicos.
07 fevereiro 2023
ESDE: A ORIGEM
Por Salomão Jacob Benchaya (*)
Conta Maurice Jones que, ao assumir a presidência da Sociedade Espírita Luz e Caridade
(SELC), em 1968, uma das primeiras decisões que tomou foi a de compor um grupo para o estudo metódico das obras de Allan Kardec. Selava-se, aí, a vocação, na época pioneira, da instituição espírita que, mais tarde, seria a geradora da campanha de Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE).
A SELC já mantinha, na década de 70, grupos permanentes de estudo metódico do Espiritismo e que adotavam os programas do COEM – Centro de Orientação e Estudo da Mediunidade – exitosa iniciativa do Centro Espírita Luz Eterna, de Curitiba. Com o tempo, a SELC elaborou seus próprios programas e sua experiência com grupos de estudo constituiu-se no laboratório da campanha que seria lançada pela FERGS.
Recordo que, certa noite, após uma reunião doutrinária, conversávamos o Jones e eu, sobre a lacuna existente no movimento espírita, relativa ao estudo doutrinário, lamentando que as casas espíritas descurassem do que seria sua atividade essencial – o estudo -, dedicando suas energias a tarefas menos prioritárias.
22 janeiro 2023
LIVRO DO V ENCONTRO
A CEPABrasil tem a honra de apresentar ao público o livro do V Encontro Nacional da CEPABrasil.
O V Encontro foi um evento realizado nos dias 04 a 06 de novembro de 2022, no Centro Espírita Allan Kardec, na cidade de Santos.Naquela oportunidade, pensadoras e pensadores espíritas de várias regiões do Brasil apresentaram suas reflexões sobre a temática central do Encontro: Espiritismo: metafísica e questões sociais. Essas reflexões agora estão disponibilizadas para download gratuito nesta página. Clique na imagem para acessar o arquivo.
13 janeiro 2023
19 dezembro 2022
15 setembro 2022
31 julho 2022
V ENCONTRO NACIONAL DA CEPABRASIL
ESPIRITISMO: METAFÍSICA E QUESTÕES SOCIAIS
Ficha de inscrição gratuita.
De 04 a 06 de novembro de 2022 - Cidade de Santos/São Paulo/Brasil
Caso queira apresentar um trabalho, siga as instruções que constam no mesmo link da inscrição abaixo:
https://forms.gle/9sgE8QwC8zmoetzG9
25 junho 2022
Estupro, Dogmatismo e Insensibilidade
Por
Jacira Silva, Marcelo Henrique e Milton Medran Moreira*
"Há sempre crime quando se transgride a Lei de Deus."
("O Livro dos Espíritos, item 358)
O Espiritismo é uma doutrina relativamente nova para o contexto do planeta Terra. Cento e sessenta e cinco anos (1857-2022) é muito pouco para que sua filosofia seja difundida, entendida e, sobretudo, praticada. Mesmo que seus princípios sejam universais e permanentes, com referência a ensinos dados por vários seres humanos no curso da História ou que componham o ideário de religiões e filosofias, da Antiguidade para a Modernidade, o desenho integral e sistêmico das Leis Espirituais ainda necessita derivar, em termos de compreensão e entendimento, da maturidade dos indivíduos (Espíritos).
13 junho 2022
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DELEGADOS E AMIGOS DA CEPA CEPABRASIL
CNPJ 07.155.135/0001-75
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA PARA ALTERAÇÃO DO ESTATUTO
(nos termos dos artigos 13 §1º e 11, IV, do Estatuto da Associação)
A CEPABrasil, com
sede na cidade de Santos, estado de São Paulo, através de sua Diretoria
Administrativa, devidamente representada por seu presidente RICARDO DE MORAIS NUNES, com base nos artigos
13, §1º, e 11, IV, do estatuto, CONVOCA todos os associados em condições de
votar, nos termos do artigo 6º, V, para a Assembleia Geral Extraordinária a ser
realizada no dia 15 de outubro de 2022, com a seguinte Ordem do Dia: 1-Aprovar
a reforma do estatuto da Associação Brasileira de Delegados e Amigos da
CEPA-CEPABrasil; 2- A Assembleia Geral será
instalada em primeira convocação às 17:00 horas, com a presença da maioria
absoluta dos associados e, em segunda convocação, às 17h30, com no mínimo um
terço dos associados em condições de votar. A aprovação da reforma estatutária
será aprovada pela concordância de no mínimo dois terços dos associados
presentes a Assembleia, conforme artigo 11, inciso XI, §1º, do Estatuto. A
Assembleia será realizada on-line, através da plataforma Zoom, a ser acessada no
seguinte endereço:
https://us02web.zoom.us/j/81183298183?pwd=aGNwR2lMSlY3MjVMRG1VN212WmRkUT09
Para que os
associados tomem amplo conhecimento do texto, é anexada a este Edital cópia do estatuto sob votação, em cumprimento
ao artigo 12, § 3º,do atual estatuto. Quaisquer dúvidas ou sugestões sobre o
assunto devem ser encaminhadas ao endereço eletrônico: https://groups.google.com/g/cepabrasil
Santos (SP), 13 de junho de 2022
Ricardo de Morais Nunes
10 abril 2022
RÚSSIA X UCRÂNIA/OTAN: UMA REFLEXÃO
Ricardo de Morais Nunes
- Servidor público, Bacharel em
- direito, Lic em filosofia
Esse artigo foi
escrito em 07 de março de 2022, não sei qual será a situação da Humanidade na
época de sua publicação. Nunca estivemos tão próximos de um conflito nuclear
desde a década de 60 com a chamada crise dos mísseis cubanos, quando os Estados
Unidos descobriram instalações de mísseis soviéticos em território cubano,
portanto, em sua vizinhança.
Devemos muito ao bom senso dos Estados Unidos
e da União Soviética à época, pois, apesar da gravíssima crise de alguns dias
que o mundo passou naquele momento histórico, souberam dar um passo atrás e
dialogar e com essa atitude evitaram uma terceira e última guerra mundial.
Espero que
quando esse artigo for publicado a paz já tenha se estabelecido entre Rússia e
Ucrânia.
A Rússia invadiu
um país soberano e isso é condenável. Concordo com o ex ministro das Relações
Exteriores do Brasil Celso Amorim quando diz que, em termos de direito
internacional, tal invasão é “inaceitável”. Segundo Aldo Fornazieri, professor
de sociologia, está em jogo o conceito de guerra preventiva:
“que
garante a um Estado atacar outro Estado, mesmo que este não tenha desencadeado
hostilidade, mas represente algum perigo de ataque futuro no juízo daquele
Estado agressor. Foi sob esta justificativa que os Estados Unidos atacaram o
Iraque e o Afeganistão. Nenhum dos dois desenvolvia qualquer hostilidade ou
representava qualquer perigo imediato para os americanos. A Rússia aplicou a
mesma justificativa contra a Ucrânia. Esta não desenvolvia hostilidade e não
representava qualquer perigo imediato para a Rússia” (“A
guerra preventiva imperial de Putin” –Aldo Fornazieri).
Segundo Fornazieri
a tese que defende a realização de guerras preventivas atenta contra o direito
e a ordem internacional.
No entanto, se
faz necessário conhecer os fatos, até mesmo para encontrarmos saídas para a paz
nesse conflito e também para melhor nos posicionarmos frente a ele. A
professora de direito internacional, Carol Proner, em artigo recente, no qual
tenta compreender as razões da guerra afirma com acerto a meu ver:
“Essas são apenas algumas das variáveis que
ampliam as camadas de complexidade do conflito na Ucrânia. De modo algum
justificam a deflagração militar da Rússia contra o país eslavo, mas explicam
as razões históricas cumulativas que devem ser compreendidas inclusive como
fator para deslindar uma saída para a guerra em andamento. Conhecer em
profundidade o conflito também fornece subsídios para arrazoar um novo arranjo
internacional que previna não apenas a guerra em si, mas novos tipos de
ingerências, de desestabilização e de golpes de Estado”.
(“O que acontece na Ucrânia vai além do que a lógica interna da ONU supõe”-
Carol Proner)
A guerra, apesar
de lamentável, como qualquer outro fenômeno social e político também pode nos
fazer aprender mais sobre as estruturas deste mundo em que vivemos. A guerra pode ensinar sobre o ser humano em
particular e sobre as nossas sociedades em geral.
É possível
verificar, nas páginas da história mais recente da Ucrânia, uma grande turbulência
política e institucional, na qual forças contraditórias pró-Rússia e pró-ocidente
se enfrentam seriamente na luta pelo poder naquele país. Não entrarei em todos
os pormenores históricos, culturais e políticos que envolvem aquela
nacionalidade e suas relações com a Rússia. Para aqueles que desejarem conhecer
um pouco mais sobre esse tema há farto material na internet.
A
Ucrânia foi uma das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Dessa forma, particularidades
que são fruto dessa relação histórica aparecem com força nessa grave crise,
tanto no sentido de existirem aspirações nacionalistas legítimas de
independência total em relação a Rússia, por parte de cidadãos ucranianos,
quanto no sentido da existência de regiões geográficas separatistas que desejam
sua independência por serem pró-Rússia.
A OTAN está
cercando militarmente os territórios da Rússia por intermédio de nações
vizinhas a suas fronteiras e com isso está rompendo acordos internacionais
feitos desde a época da dissolução da União soviética.
Existe um mapa muito interessante
disponibilizado na internet que mostra muito claramente o cerco da OTAN à
Rússia através das nações vizinhas, sendo a Ucrânia um dos últimos espaços em
termos de segurança geopolítica russa ainda não ocupados.
A OTAN
é a Organização do Tratado do Atlântico Norte. Em outras palavras, uma aliança
militar do ocidente liderada pelos Estados Unidos. Trata-se de um produto da
guerra fria que rivalizava com o pacto de Varsóvia, aliança militar dos países
socialistas.
O pacto de
Varsóvia se extinguiu por ocasião da dissolução dos países socialistas no final
do século XX. A OTAN está em atividade plena ainda na atualidade, apesar da
razão de sua existência, o comunismo soviético, não existir mais.
Segundo o
governo da Rússia há motivo para receio, pois a OTAN, em suas fronteiras,
significa a possibilidade de ter um vizinho hostil com armas nucleares pronto
para atacá-la, o que levaria a um desequilíbrio de forças entre potências
historicamente rivais e nucleares. A Rússia trata essa aproximação da OTAN como
uma “ameaça existencial”.
Na condição de espírita
e também em razão da característica de minha personalidade, sempre serei
contrário às guerras e rejeito a violência como caminho para a resolução dos
conflitos interpessoais e também entre as nações, aceitando a violência apenas
em último caso como legitima defesa frente a uma agressão injusta.
No entanto,
constato na história que a violência tem sido inúmeras vezes o modus operandi
de resolução de conflitos entre as nações soberanas, e que os interesses
econômicos, políticos, enfim, geopolíticos, das nações poderosas militarmente
são os que acabam prevalecendo em última instância.
Infelizmente, a
lei do mais forte ainda vige entre as nações, apesar de todo o avanço do
direito internacional e dos fóruns internacionais.
Dessa forma, lamento profundamente a invasão
da Ucrânia pela Rússia e sinto de coração por todos os que estão morrendo
naquele país por causa dessa invasão. Penso nos cidadãos comuns, e mesmo nos
soldados de ambos os lados, que sofrem em meio a toda a destruição de uma
guerra, e que acabam por terem suas vidas particulares profundamente alteradas.
O número de refugiados da Ucrânia, nesse
momento, já é alarmante, o que se constitui em um gravíssimo problema de
acolhimento dessas pessoas em várias partes do mundo, e, em especial, na
Europa.
É necessário dizer, porém, em obediência à
minha honestidade intelectual e ao meu senso de justiça, que também lamento esse
assédio militar irresponsável proporcionado pelas forças do ocidente, o qual se
constitui em uma verdadeira provocação temerária, de um ponto de vista realista
das relações internacionais, a uma grande potência nuclear.
Mais responsabilidade é o que esperamos seja
dos líderes do ocidente ou do oriente, ainda mais daqueles que podem iniciar
uma guerra nuclear, da qual não nos salvaremos, nem os ucranianos, nem os
russos, nem nós, terráqueos, caso ocorra uma guerra dessa natureza.
No Brasil e no
mundo esse tema está sujeito a discussões calorosas. Aliás, vivemos a época dos
debates em redes sociais, dos cancelamentos e lacrações, em virtude das
opiniões sobre diversos temas da vida política e social. Há espíritas,
inclusive, que se colocam de um lado ou de outro do conflito.
Entendo, porém,
que não se trata de pensar esse conflito de forma maniqueísta, em termos de
mocinhos e bandidos em campos claramente demarcados. Há mútua responsabilidade
de todos os agentes envolvidos nessa guerra, a qual, inclusive, poderia ter
sido evitada se tivesse havido bom senso geopolítico entre as partes.
A consciência da
possibilidade da ocorrência de uma guerra nessa sensível questão já era de
conhecimento de todas as partes envolvidas, tanto da parte dos russos e dos
ucranianos, quanto da parte das potências ocidentais.
Os russos, ao longo dos últimos anos, deixaram
clara sua posição nos fóruns competentes, e os governos ocidentais foram
advertidos, inclusive por importantes especialistas e autoridades em relações
internacionais do próprio ocidente, que essa proximidade da OTAN das fronteiras
russas implicava em sério risco.
Uma vez que essa
lamentável guerra está instalada, acredito que o melhor posicionamento dos
espíritas e dos humanistas em geral é nos manifestarmos favoravelmente ao
cessar-fogo, ao diálogo, à diplomacia e à paz, e torcer por uma boa resolução
que contemple o equilíbrio internacional entre potências nucleares.
Portanto, não
sou favorável à invasão de qualquer país. Mas não isento de responsabilidades
nas causas do conflito nenhuma das partes envolvidas, seja Biden, Putin ,Zelensky
ou os líderes europeus.
Esses personagens e seus governos possuem
extrema responsabilidade por esses graves problemas pelos quais estamos passando.
Não considerar a responsabilidade histórica e política dos grandes atores
internacionais nas causas que levaram a essa guerra, significa ter uma visão
parcial da realidade.
É
necessário conhecer a complexidade da realidade, ainda mais em tempos de
discurso único, nos quais se procura encontrar um “bode expiatório” para os
problemas do mundo. Tem ocorrido com frequência em nossos dias, neste tema, mas
também em outros temas relevantes para a sociedade, verdadeiros “bombardeios midiáticos”,
nos quais as análises vão apenas em uma direção.
Esse procedimento de simplificação de problemas
de forma binária, através da “demonização” de nações, grupos ou indivíduos com
vistas a atribuir uma culpa ou responsabilidade exclusiva em problemas sociais
complexos já deu muito errado na história. O holocausto dos judeus pelos nazistas, a
discriminação e perseguição aos islâmicos após 11 de setembro. A onda de
sinofobia, estigmatização de chineses, por conta da pandemia de coronavírus,
são apenas alguns exemplos.
Não precisamos, portanto, nesse início do
século XXI, de uma russofobia, por mais que respeitemos o direito de soberania
da Ucrânia.
Por fim, deixei
de abordar no presente artigo as questões econômicas em jogo nessa guerra, as
quais fazem o pano de fundo de tudo o que está acontecendo nesse conflito, o
qual, embora regional, implica em interesses globais das grandes potências envolvidas.
Sendo que tais interesses representam a busca por hegemonia no sistema
capitalista internacional.
Se me fosse dado
fazer um manifesto sobre essa guerra, aproveitaria a oportunidade na qual
estamos percebendo um grave risco de guerra nuclear, para um manifesto solicitando
total renúncia, por parte de todas as grandes potências, ao uso de armas nucleares.
Penso que essa
renúncia contribuiria, de forma efetiva, se não para a paz universal, pelo
menos para afastar o risco de aniquilação instantânea da Humanidade. Que os
exemplos históricos de Hiroshima e Nagasaki permaneçam eternamente em nossa
memória coletiva de forma indelével!
Que a nossa parte de espíritas seja o
incentivo ao diálogo, à compreensão mútua e a paz! Mais do que nunca é
necessário compreender para resolver. E compreender não significa justificar e
muito menos desejar a guerra. Significa apenas não abrir mão da racionalidade,
mesmo em um momento tão difícil na história do jovem século XXI.
[Artigo
publicado originalmente no Jornal Abertura Nº 384 de Abril 2022]
29 março 2022
13 fevereiro 2022
LANÇAMENTO DE LIVRO
Evento CEPABrasil
Dia 19/02/2022 às 16h (horário de Brasília)
Entrar na reunião Zoom
https://us02web.zoom.us/j/89404863340?pwd=OTRxT1d2Qm9SajFneTN2NGMzNE1PQT09
ID da reunião: 894 0486 3340
Senha de acesso: evento






