14 outubro 2009

ALCIONE MORENO ASSUME A PRESIDÊNCIA DA CEPA-BRASIL

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Em Assembleia realizada no dia 11 de Outubro na sede do Instituto Cultural Kardecista de Santos – ICKS onde se realizava o XI Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita a médica e querida companheira Alcione Moreno foi eleita presidenta da CEPA Brasil, nova sigla da Associação Brasileira dos Delegados e Amigos da Confederação Espírita Pan-Americana a partir da alteração no Estatuto aprovada na mesma Assembleia..

13 outubro 2009

CEPA E USEECE SE APROXIMAM

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Textos i imagens reproduzidos do blog da USEECE - http://useece.blogspot.com/
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Grande Conferência em 3 de outubro
Para comemorar os 205 anos de nascimento do insígne codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec e os 16 anos de fundação da União das Sociedades Espíritas do Estado do Ceará, ocorreu no auditório do Conselho Regional de Contabilidade a conferência de Milton Medran cujo tema foi "Um novo tempo para o Espírito".
Esta data será lembrada como o dia em que a Confederação Espírita Pan-Americana chegou ao Ceará para ficar.
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Formação da mesa na foto: Medran, Rui, Gerardo, Dante, Socorro, Orlando e André




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Formação da mesa na foto: Socorro, Orlando, André e Néventon





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Vista parcial do auditório antes do início da conferência






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Encontro CEPA/USEECE – Grande Sucesso
Em clima de muita alegria e fraternidade, ocorreu no dia 4 de outubro as exposições das mesas-redondas com a presença de dezenas sociedades espíritas adesas a USEECE provenientes de diversas cidades do interior do estado e da capital cearense.
O objetivo deste encontro foi a aproximação fraterna e de troca de experiências entre os representantes e lideranças do movimento espírita vinculados a USEECE e a CEPA.
Os painelistas foram AndréLuiz (Presidente do GEAP), Dante López (Presidente da CEPA), Milton Medran (Ex-presidente da CEPA) atual diretor do informativo América Espírita órgão noticioso da CEPA, Néventon Vargas (delegado especial e diretor da Secretaria de Comunicação da CEPA), Orlando Borges (diretor de assuntos federativos da USEECE) e Rui Nazário (Presidente do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre), com exposições versando sobre a história e filosofia que norteiam a Confederação Espírita Pan-Americana e temas sobre a história e o movimento espírita cearense liderado pela USEECE.

08 setembro 2009

USEECE INICIA INTERCÂMBIO COM A CEPA

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Eventos dias 3 e 4 de outubro, em Fortaleza, com a presença do Presidente e outros integrantes da CEPA, marcam a aproximação entre as duas instituições espíritas.
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O que é a USEECE
A União das Sociedades Espíritas do Estado do Ceará, fundada em 3 de outubro de 1993, congrega cerca de 50 casas espíritas daquele Estado do Nordeste brasileiro.
Dentre suas finalidades (ver http://useece.blogspot.com/) constam: o incentivo do estudo do espiritismo como “ciência, filosofía e moral” e também “promover o entrosamento e a permuta de experiências entre entidades congêneres de âmbito estadual, nacional e internacional”. Exatamente, dentro deste propósito, a USEECE iniciou aproximação com a CEPA, já tendo recebido a visita de seu delegado em João Pessoa, Néventon Vargas que se reuniu, em 27 de julho último, com a presidenta, Maria do Socorro Rocha e com André Luiz Borges dos Santos, presidente do Grupo Espírita Auxiliadores dos Pobres em cuja sede se situa a USEECE.
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Conferência com Medran
e Mesa Redonda CEPA/USEECE

O encontro do próximo mês tem início dia 3 de outubro, data do aniversário de Allan Kardec e também da fundação da USEECE, com a conferência “Um Novo Tempo para o Espírito”, a ser proferida pelo ex-presidente da CEPA, Milton Medran Moreira no auditório do Conselho Regional de Contabilidade (Av.Universidade, 3057, Benfica/Fortaleza). Será também feito o lançamento de um novo livro de Medran: “O Espírito de um Novo Tempo ou Um Novo Tempo para o Espírito.”
No dia 4/10, na sede da entidade anfitriã, varias mesas-redondas serão realizadas com dirigentes da USEECE e da CEPA. Na primeira delas, André Luiz Bezerra Borges dos Santos fará uma abordagem histórica da USEECE ressaltando sua identidade com ideias e propostas da CEPA. O presidente da CEPA, Dante López abordará “CEPA - História, Mitos e Vedades”. Medran falará sobre “A CEPA e o Laicismo”. Néventon Vargas sobre “Cristianismo e a Filosofia de Jesus”, Orlando Borges, da USEECE, sobre“O Espiritismo no Ceará” e o presidente do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre, Rui Paulo Nazário de Oliveira, enfocará o tema “Atualização e Vigência de Kardec”. Todas as mesas-redondas oportunizarão a ampla participação dos espíritas presentes.
Medran e sua esposa, Sílvia, permanecerão em Fortaleza por alguns dias, oportunidade em que visitarão instituições filiadas à USEECE, prosseguindo o diálogo com espíritas da região.

12 julho 2009

SE O ESTADO NÃO FOSSE LAICO

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SE O ESTADO NÃO FOSSE LAICO, SERÁ QUE OS CENTROS ESPÍRITAS ESTARIAM ABERTOS?
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Depois de uma exposição sobre problemas sociais que promovemos em um centro espírita, ao final tivemos uma breve parte de interação com o público ali presente, que pode tecer comentários e fazer perguntas. Nessa ocasião uma participação me chamou particular atenção. Foi uma colocação feita por um presidente de centro espírita, que disse o seguinte: “Na sociedade há muitos problemas porque o governo não incentiva as religiões. Infelizmente o Estado é laico.” No que posteriormente respondemos, inicialmente indagando: “Se o Estado não fosse laico, será que os centros espíritas estariam abertos?”Na condição de espíritas que somos, proclamadores de uma fé raciocinada, já não podemos nos permitir determinados enganos, como o de confundir laicismo com ateísmo, ou achar que ser laico é ser inimigo das religiões.A condição de Estado laico diz respeito tão somente a uma forma de governo que não possui uma religião como sendo oficial, ou seja, é onde o Estado não toma partido religioso, o que não quer dizer propriamente que esse Estado seja inimigo das crenças religiosas. Como exemplo disso temos o Brasil, que é um Estado laico, mas garante aos cidadãos em sua Constituição a liberdade de crença.Para continuar refletindo sobre esse assunto, é bom também voltarmos um pouco no tempo e olhar a história das religiões. No Brasil, em um passado ainda bem recente, no século XIX, quando a primeira Constituição brasileira ainda oficializava o catolicismo como a religião do Estado, dificilmente se conseguia registrar a existência de um grupo ou templo de outra denominação religiosa. Para se ter uma ideia, o primeiro núcleo espírita do Brasil, o Grupo Familiar de Espiritismo, fundado em 1865, em Salvador - BA, pelo Sr. Luís Olímpio Teles de Menezes, no ano de 1871 teve seu pedido de registro como sociedade religiosa negado, registrando-se posteriormente como uma sociedade científica, o que especificamente para a doutrina espírit a não foi ruim, uma vez que esta forma de registro foi perfeitamente concordante com a “autêntica” definição de espiritismo estabelecida por Allan Kardec, que o define claramente como sendo uma “ciência e uma filosofia espiritualista de consequências morais”. Mas e os outros grupos? Os protestantes, judeus, mulçumanos, budistas, hinduístas, pessoas adeptas aos cultos indígenas, cultos africanos etc.. Será que nesse período algum grupo assim poderia se registrar como uma entidade religiosa e poderiam eles se expressar abertamente em suas ideias e crenças? Evidentemente que não!Recuando mais no passado a história traz marcas ainda mais perversas de constrangimento, intolerância e de violência sobre aqueles que se declaravam seguidores de outras religiões, ou mesmo sobre aqueles que não seguiam a nenhuma religião, que é outro direito que foi e continua sendo muitas vezes negado e mal interpretado.Diante do exposto lançamos as perguntas: se o Estado não fosse laico, será que os centros espíritas estariam abertos? Ou ainda, se o Estado fosse teocrático, ou seja, tivesse uma determinação religiosa outra qualquer, mas permitisse a existência de outras crenças, será que desfrutaríamos da mesma liberdade que temos hoje, de abrir as portas das casas espíritas para o público, de se declarar espírita, de registrar instituições, de promover eventos, de divulgar espiritismo através das diferentes mídias? Eu particularmente acredito que não!Se o Estado fosse teocrático muitas coisas seriam tolhidas, não só no universo religioso, mas também no campo da filosofia, das ciências e das artes. E não me venham dizer que um Estado teocrático seria capaz de tolher somente as coisas ruins, pois o passado e o presente deixam claro essa incapacidade. Geralmente o pensamento teocrático é caracterizado por considerar quase tudo que existe ruim, escapando pouca coisa a esse julgamento. Logo, muitas coisas efetivamente boas e essenciais para o progresso da humanidade deixariam de existir.Portanto, não nos iludamos, colocando em dúvida aquilo que a duras penas já foi conquistado. Para não ficarmos sujeitos a cair em terrível retrocesso.
Luiz Antônio de Sá
Professor de filosofia, fundador e coordenador daLEPPLE - Liga de Estudos Progressivos e Práticas à Luz do Espiritismo edelegado da CEPA - Confederação Espírita Pan-Americana

09 junho 2009

III FORUM DO LIVRE-PENSAR ESPÍRITA - GUARULHOS

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Amigos da CEPA no Fórum de Guarulhos conclamam comunidade espírita a refletir sobre a conveniência de manter ou eliminar progressivamente os hospitais psiquiátricos espíritas.
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O Encontro
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Com a presença de autoridades do Ministério da Saúde, dos Secretários da Saúde de Guarulhos e de outros municípios paulistas, de psiquiatras, terapeutas e especialistas em saúde mental, espíritas de várias partes do Brasil, debateram, nos dias 5 e 6 de junho o tema “Espiritismo, Saúde Mental e Cidadania”.
Na conferência de abertura do evento, o Dr.Pedro Delgado, Coordenador-Geral do Programa de Saúde Mental do Ministério da Saúde, afirmou ser importantíssima “a contribuição dos espíritas laicos para a construção de um novo modelo de assistência no campo da saúde mental”. Para Delgado, a questão da saúde mental não pode sofrer a interferência de dogmas religiosos, mas, é fundamental o respeitar aos sentimentos de religiosidade de pacientes e familiares. Entende útil o desenvolvimento de uma ciência espiritual capaz de auxiliar na busca de equacionamentos do tema.
Depois de vários painéis, mesas-redondas e rodas-de-conversa, contando com especialistas e, também com a contribuição de familiares de pacientes e de trabalhadores ou ex-trabalhadores de hospitais psiquiátricos espíritas, em reunião plenária, os participantes do evento produziram o documento que, a seguir, divulgamos:
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MANIFESTO DO FORUM "SAÚDE MENTAL, ESPIRITISMO E CIDADANIA"
SAÚDE MENTAL: CUIDAR SIM, EXCLUIR NÃO!!!
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Espíritas de todo o Brasil, reunidos nos dias 5 e 6 de junho de 2009, em Guarulhos-SP, durante o III Fórum do Livre-Pensar Espírita, que teve como tema central “Espiritismo, Saúde Mental e Cidadania”, redigiram o seguinte manifesto:
Considerando,
- o caráter progressista, humanista, laico, livre-pensador e libertário da doutrina espírita, fundada por Allan Kardec;
- que manicômio é um termo genérico utilizado para classificar hospícios, asilos, hospitais psiquiátricos e demais lugares de tratamento da doença mental que se valem do princípio do isolamento do louco da sociedade, um lugar onde os internados perdem todas as suas referências de vida e são excluídos do convívio familiar, do trabalho, do local onde moram, da cidade e que perdem, portanto, a maior garantia que a sociedade moderna pretende dar a todos, a cidadania;
- que há décadas o movimento espírita brasileiro, motivado pelo desejo de acolher os sofredores de transtornos psíquicos, fazer a caridade e propiciar o acesso às terapias espíritas, instituiu uma ampla rede de hospitais psiquiátricos espíritas;
- que ainda está sob controle dos hospitais psiquiátricos espíritas significativa quantidade de leitos psiquiátricos;
- que essas instituições, mesmo sem reproduzir as práticas de violência que caracterizam os hospitais psiquiátricos, mantêm a exclusão como prática assistencial;
- que novos modelos de cuidado em saúde mental têm sido propostos, inclusive com amparo na legislação federal, mais concernentes com os postulados éticos oriundos da doutrina espírita, possibilitando a construção de um modelo assistencial de base comunitária mais consentâneo com os postulados humanistas defendidos pelo espiritismo;
- que a Constituição Federal, alinhada à Declaração Universal de Direitos Humanos, impõe sejam resguardados os direitos fundamentais de liberdade e igualdade, presentes na Lei Natural (inscrita em nossa consciência);

Resolvem declarar que entendem devam os espíritas:
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1)
Apoiar e participar ativamente da Reforma Psiquiátrica, que propõe transformar o modelo assistencial em saúde mental e construir um novo estatuto social para o louco: o de cidadão como todos os outros;
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2) Apoiar a substituição progressiva dos manicômios e demais práticas de internamento que resultem na exclusão social dos indivíduos portadores de transtornos mentais;
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3) Apoiar a substituição do modelo manicomial pela criação de uma rede de serviços territoriais de atenção psicossocial, de base comunitária;
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4) Apoiar a lei 10.216/2001, que propõe uma ampla mudança do atendimento público em Saúde Mental, garantindo o acesso da população aos serviços e o respeito a seus direitos e liberdade, o que significa mudar o modelo de tratamento: no lugar do isolamento, o convívio com a família e com a comunidade;
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5) Exigir das autoridades públicas que cumpram sua responsabilidade e implementem, objetivamente, a rede de saúde mental de base comunitária (CAPS, Residências Terapêuticas, Lares Abrigados, ações para redução de danos, etc) e leitos de curta permanência em hospitais gerais qualificados para integrar a referida rede;
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6) Conclamar a comunidade espírita para uma reflexão séria e responsável sobre a conveniência de manter ou eliminar progressivamente os hospitais psiquiátricos espíritas. Por mais respeitáveis que sejam os objetivos dessas instituições, elas professam um modelo historicamente ultrapassado e eticamente indefensável. Essas instituições, que contam com um enorme patrimônio e muitos colaboradores, não podem e não devem simplesmente encerrar suas atividades. Sugere-se produzir uma redefinição do perfil das instituições, voltando suas atividades para o cuidado aos idosos, à população em situação de vulnerabilidade social, desenvolvendo, em particular, atividades educacionais, culturais e profissionalizantes;
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7)
Adotar o trabalho efetuado em instituições espíritas (emissão energética à distância, passes, orientação espiritual a encarnados e desencarnados, desobsessão, etc). Essas práticas claramente se inscrevem entre as diferentes modalidades de cuidado em saúde mental de base comunitária e têm uma contribuição inimaginável na diminuição e no controle da ocorrência de casos graves de transtornos psiquiátricos;
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8) Reconhecer que o espiritismo, ao tratar da questão da saúde mental sem a interferência de dogmas religiosos, mas respeitando os sentimentos de religiosidade de cada um (paciente, familiares e profissionais de saúde) pode contribuir eficazmente com as demais ciências e correntes do pensamento, alargando a compreensão sobre a natureza humana, sua subjetividade, seus sofrimentos e transtornos psíquicos, a partir da abordagem de sua dimensão espiritual;
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9) Conclamar a comunidade espírita a cerrar fileiras junto ao Conselho Nacional de Saúde e em outros espaços de debate e atuação públicos, com as posições defendidas pela OMS, OPAS, parlamentares, gestores públicos das três esferas de governo, representantes do Ministério Público, instituições universitárias, ONG e outros setores progressistas de nossa sociedade que defendem a REFORMA PSIQUIÁTRICA E UMA SOCIEDADE SEM MANICÔMIOS!
Guarulhos, 6 de junho de 2009.

III FORUM DO LIVRE-PENSAR EPÍRITA - Guarulhos

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COORDENADOR DO MINISTÉRIO DA SAÚDE DESTACA A POSIÇÃO LAICA ESPÍRITA COMO FUNDAMENTAL PARA O DEBATE SOBRE SAÙDE MENTAL
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Na abertura do III Fórum do Livre Pensar Espírita, realizado em Guarulhos (SP), de 5 a 7 de junho, o Dr. Pedro Delgado (foto), Coordenador-Geral do Programa de Saúde Mental do Ministério da Saúde (Governo Federal) afirmou ser importantíssima a contribuição dos espíritas laicos para a construção de um novo modelo de assistência no campo da saúde mental.
Delgado pontuou que tratar a questão da saúde mental sem a interferência de dogmas religiosos, mas respeitando os sentimentos de religiosidade de cada um (paciente, familiar, profissional, Sociedade) é importante porque a contribuição efetiva de uma ciência espiritual pode auxiliar no melhor equacionamento da questão.
O contributo maior está na “Dimensão Espiritual do Sofrimento”, que a posição espírita pode descortinar, principalmente por não invocar questões de fé. O novo paradigma que está sendo construído, assim, coloca o doente e seus familiares não como “vítimas” da doença, mas atores, protagonistas e co-terapeutas, tomando a positividade da loucura (calcada na experiência de vida, a vivência e o aprendizado, que constituem a matriz ética da questão), e não a simples negatividade que a dor possa encampar.
A feliz iniciativa da CEPAmigos em promover o Fórum e os compromissos que ficarão como conseqüência do evento, principalmente a “Carta” assinada no encerramento do mesmo, podem ser balizas importantes para inserir, definitivamente, o movimento espírita, consciente e participativo, neste cenário.
Reportagem de Marcelo Henrique, especial para CEPA BRASIL.

CONSELHO EXECUTIVO DA CEPA

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Na última reunião, realizada em Buenos Aires, dia 23 de maio de 2009, o Conselho Executivo da CEPA examinou uma proposta do Sr.Jaci Regis para que seu trabalho “Modelo Conceitual Kardecista – Reescrevendo a Doutrina Espírita” seja tomado como base de um novo posicionamento doutrinário e que seja criada uma comissão especial com o fim de estudar seu trabalho e apresentá-lo no próximo Congresso a realizar-se na cidade de Santos, no ano de 2012.
Após profunda avaliação do trabalho intelectual do Sr. Regis, de longa e frutífera trajetória no Movimento Espírita, o Conselho Executivo, por unanimidade, decidiu pelo não acolhimento da proposta oferecida, atento às seguintes considerações:

1. Fiel à sua Historia Institucional, a CEPA, que tem como base de seu pensamento a Doutrina Espírita sistematizada por Allan Kardec, entende que esta se encontra em contínuo processo de atualização e seguirá acolhendo ideias, interpretações e pontos de vista devidamente fundamentados, desde que expostos e ampla e minuciosamente debatidos nos eventos que promove.
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2. Dentro desta linha de ação, o XXI Congresso Espírita Pan-Americano, a realizar-se na cidade de Santos, no ano de 2012, cumprirá a tradição da CEPA de recebe e debater as mais diversas contribuições, sempre que sejam apresentadas por pessoas regularmente inscritas no evento e seus trabalhos sejam compatíveis com a temática oficial do Congresso, que será definida por este Conselho.
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3. Apreciamos e valorizamos o esforço intelectual do autor e coincidimos em muitas de suas ideias, mas entendemos que a Atualização do Espiritismo se está dando através de una construção coletiva que se plasma nos Congressos e demais eventos que realizamos, além de outros muitos aportes. Nesse sentido, consideramos o “Modelo Conceitual” proposto como excelente trabalho individual de investigação e atualização da Doutrina Espírita, mas em nenhum de nós existe a convicção de que deva ser tomada como base para um Novo Posicionamento Doutrinário da CEPA.
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4. Com estes fundamentos, o Conselho Executivo entende que seria improcedente, neste momento, constituir uma comissão especial para analisar a tese de um autor em particular, como o “Modelo Conceitual Kardecista” de Jaci Regis. Tampouco tem-se a intenção de adotar o modelo proposto como eixo central do XXI Congresso Espírita Pan-Americano, embora o mesmo possa perfeitamente ser avaliado dentro da Comissão Temática do Congresso, a fim de que sejam aproveitadas suas contribuições.
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Apesar da resolução tomada de recusar a proposta, queremos fazer menção de que esta é uma questão Institucional e não pessoal e reiteramos a nosso querido Jaci a alta consideração que os integrantes deste Conselho mantêm por ele e o ICKS, por sua contribuição aos espíritas do Brasil e América, mantendo-se fiel a seus princípios de respeito ao livre pensamento, ao diálogo e ao progresso, no desejo de que o caminho que continuamos percorrendo juntos mantenha a senda de afeto e valoração que até hoje teve.

Conselho Executivo da CEPA

29 maio 2009

VI JORNADA ARGENTINA DO PENSAMENTO ESPÍRITA

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A VI Jornada Argentina do Pensamento Espírita teve por sede a S.E.Constancia, de Buenos Aires, com o tema "Aprendizaje Permanente - Construyendo el Espiritismo en el Siglo XXI".
Todos os trabalhos estiveram voltados ao processo de educação espírita a partir da infância e juventude. Colaboraram grupos argentinos não apenas ligados ao CREAR/CEPA mas também de outros segmentos espíritas, pois o evento contou com o apoio do movimento UEA (Unificación Espirita Argentina), composto por entidades filiadas à CEPA e à CEA (Confederación Espírita Argentina) e também por entidades independentes.
Cerca de 300 pessoas participaram da Jornada, inclusive uma delegação de brasileiros, entre eles Jacira Jacinto da Silva, presidenta da Associação Brasileira de Delegados e Amigos da CEPA.
Roseli e Ademar Chioro dos Reis, do Centro Espírita Allan Kardec de Santos apresentaram um relato de experiência das atividades desenvolvidas naquela entidade com crianças.
Uma delegação de cinco pessoas do CCEPA prestigiou o evento: Rui, Milton, Sílvia, Tereza e Margarida.
A jornada foi encerrada com uma conferência do presidente da CEPA, Dante López, com o tema "Educación para una evolución conciente".
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FLAGRANTES DO ENCONTRO


























07 março 2009

A CONTRIBUIÇÃO DE HERCULANO PIRES

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Ainda poucos no movimento espírita conseguem aquilatar a contribuição única que Herculano dera ao desenvolvimento do espiritismo.
A primeira dessas contribuições está na própria compreensão da idéia espírita. Tratando-se de uma revolução conceitual, uma quebra de paradigma, um passo inédito na história do conhecimento – a sua dimensão e o impacto renovador de suas propostas ainda não foram entendidos pelos seus adeptos mesmos, que o tocam apenas superficialmente, carregados dos vícios religiosos do passado, incapazes de singrarem nos mares abertos, descortinados por Kardec.
A maioria dos espíritas no Brasil aceita o espiritismo como mais uma religião apenas, embora mantenham o discurso do tríplice aspecto. Herculano soube sondar as profundidades da obra de Kardec, entendendo-a como uma revolução cultural, como uma proposta pedagógica, como ciência nova, como filosofia inédita, sem negar seu aspecto religioso.
Muitos espíritas o consideravam fanático por Kardec, mas Herculano não tinha nenhum laivo de fanatismo, era aliás uma pessoa avessa às idolatrias. O caso é que ele entendeu como ninguém o papel de Kardec no espiritismo. Ainda hoje, a maioria dos espíritas tem a idéia equivocada de que Kardec teria apenas organizado (por isso a ênfase na palavra codificador) uma revelação pronta, dada pelos Espíritos. Entretanto, apesar de ter havido sim uma revelação, a estruturação da filosofia espírita e a criação de uma metodologia de abordagem científica foram do homem Kardec. Herculano colocou em relevo esta contribuição de mestre.
Fez isso, porém, não de maneira histórica, inserindo-o no seu contexto, mas na contemporaneidade, com que travou permanente diálogo. Como jornalista-filósofo, Herculano esteve sempre ligado à realidade, ao turbilhão de idéias do seu tempo e procurou mostrar a conexão do pensamento espírita com o processo evolutivo das idéias, das pesquisas e da história humana. Temos assim não um mero divulgador de idéias espíritas do século XIX, mas um pensador que pensou espiritamente o século XX.
Essa é a função de todo conhecimento vivo. O espiritismo não pode se tornar letra morta, bíblica, que adotamos de forma postiça, como um credo fechado. É uma nova maneira de ver, pensar e sentir o mundo e assim pode iluminar o progresso do pensamento humano, interagindo com as ciências, as filosofias, as correntes pedagógicas.
Isso, porém, não é ecletismo. Certa vez, muitos anos atrás, ainda no início da minha jornada intelectual, travei conhecimento em Portugal com uma pessoa formada em Filosofia e ela me dizia indignada que Herculano era eclético. Como se sabe, tal adjetivo é altamente pejorativo no meio acadêmico, porque significa colocar diferentes elementos, díspares, numa proposta de pensamento ¬– o que revelaria superficialidade e falta de conhecimento aprofundado das nuanças das diversas correntes. Uma salada mista, em suma. Essa crítica na época me irritou sobremaneira, mas foi excelente desafio, porque mergulhei com mais afinco do pensamento de Herculano, para desmentir a acusação. Nunca mais encontrei essa pessoa, mas depois de mais de 20 anos de estudo das obras de Herculano e tendo percorrido os bancos acadêmicos da graduação ao pós-doutorado, posso afirmar com toda certeza que não há o mínimo ecletismo em Herculano.
O filósofo de Avaré nunca perde a identidade do pensamento espírita, mas compreende que faz parte dessa identidade o enxergar os elos com outras formas de pensamento e entender a história das idéias humanas como uma construção coletiva de conhecimento e descoberta da verdade. Assim, dialogar e integrar evita o dogmatismo e a estagnação, mas o eixo da racionalidade metodológica, proposta por Kardec, é o que dá sentido e nos faz ver as possíveis conexões.
Podemos, portanto dizer que o pensamento de Herculano Pires é amplo e aberto e por isso mesmo fiel aos princípios lançados por Kardec.

30 anos depois da morte de Herculano Pires, poucos conhecem sua obra. É preciso revisitá-lo e avaliar a grande contribuição que deu ao pensamento espírita!
Dora Incontri

02 dezembro 2008

PRESIDENTA DA CEPAMIGOS É HOMENAGEADA EM BRAGANÇA PAULISTA

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Neste próximo dia 5 de dezembro, sexta feira, às 19h, a juíza de direito Jacira Jacinto da Silva vai receber uma homenagem na Câmara Municipal de Bragança Paulista, onde moramos. A homenagem está vinculada ao trabalho social que ela lidera na cidade, que levou à criação do ECOA, uma instituição que atende crianças de bairro pobre em situação de risco, com metodologias educacionais inovadoras.

Será um momento de reconhecimento da cidade a esse trabalho, que já envolve dezenas de colaboradores ativos e dezenas de crianças atendidas.

20 novembro 2008

ENCONTRO CPDoc/CEPAMIGOS EM BRAGANÇA PAULISTA

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A reunião de encerramento de 2008 do CPDoc/CEPAmigos ocorreu nos dias 15 e 16 de novembro em Bragança Paulista/SP, na residência do casal Mauro e Jacira, ele presidente do CPDoc e ela, da CEPAmigos.
No sábado à tarde deu-se a reunião administrativa do CPDoc, e à noite, no Centro Espírita Casa do Pão, houve o lançamento do livro “Chico Xavier, um Herói Brasileiro no Universo da Edição Popular”, de Magali Oliveira Fernandes.
O evento contou com a participação não somente dos componentes do CPDoc, e também de espíritas da cidade. A autora pôde relatar, com muita propriedade, a pesquisa e o trabalho realizados para a elaboração de sua tese de doutorado, que resultou neste livro.
No domingo, o médico sanitarista Ademar Arthur Chioro dos Reis, 3º vice-presidente da CEPA, apresentou o trabalho “Algumas reflexões sobre a Saúde Mental” (tema escolhido pela Diretoria da CEPAmigos para o III Fórum Espírita do Livre Pensar, que acontecerá no mês de março na cidade de Guarulhos/SP, cuja comissão temática, será coordenada pelo autor).
Este trabalho objetivou proporcionar reflexões e debates sobre o modelo de tratamento psiquiátrico vigente e o novo modelo do SUS, já em implementação, o qual visa à reintegração dos pacientes na sociedade através dos CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) e a conseqüente redução não somente do numero de pacientes internados em hospitais psiquiátricos, caminhando para a futura extinção dos manicômios.
Propõe o autor, com seu trabalho, que todos os cidadãos,
incluindo os espíritas , tenham uma participação profícua neste debate, contribuindo para mudar o paradigma adotado ao longo do tempo e implantar um novo conceito de tratamento da saúde mental com impacto sobre as relações entre a psiquiatria, os pacientes, seus tratamentos, a família e a sociedade.
Cynthya Michelin

Flagrantes do Encontro de Bragança





































01 novembro 2008

FORUM DO LIVRE-PENSAR ESPÍRITA DE PELOTAS

Júlia Cristiane Schultz Pereira
Revista Espírita HARMONIA

O II Fórum do Livre-Pensar Espírita foi realizado na cidade de Pelotas (RS), de 17 a 19 de outubro de 2008, com a proposta de ser “um espaço para pensar a evolução no espiritismo, sua significação e conseqüências”, tendo como tema principal a reencarnação.
A organização coube à Sociedade Espírita Casa da Prece (SECP), daquela cidade, da Associação de Delegados e Amigos da Confederação Espírita Pan-Americana no Brasil (CEPAmigos) e diversas pessoas, destacando-se Homero Ward da Rosa e Dora Helena da Costa Souza Carvalho, da cidade gaúcha. Como apoiadores figuararam o Curi Palace Hotel, o Expresso Embaixador Ltda. e a Viacabo, operadora de TV a cabo.
Os participantes que se hospedaram no Hotel Curi receberam em seu quarto, da comissão organizadora, uma caixa com doces de Pelotas e um cartão personalizado, mostrando também por meio daquela doce lembrança o carinho dos anfitriões.
No dia 17, o evento iniciou com a inscrição e credenciamento dos participantes, momento em que foram entregues as pastinhas, canetas e programação do Fórum. A abertura oficial foi realizada por Dora Helena (SECP), Rui Paulo Nazário de Oliveira (CEPAmigos), Milton Rubens Medran Moreira (CEPA) e Fernanda Beatriz Farias (Liga Espírita de Pelotas).
O evento contou com a apresentação de temas na forma de palestras seguidas por debates entre os presentes e por sessões de autógrafos de livros espíritas, cujos autores se faziam presentes, a saber: Se todos fossem iguais e Direito e Justiça: Um olhar espírita, ambos de Milton Medran Moreira; Túnel de relacionamentos: Adolescência e Sexualidade, de Marcelo Henrique; Mecanismos da mediunidade: Processo de comunicação mediúnica, de Ademar Arthur Chioro dos Reis; e Criminalidade: Educar ou Punir, de Jacira Jacinto da Silva.
As palestras realizadas foram as seguintes:
Reencarnação: caminho para a liberdade, em que Milton Rubens Medran Moreira enfatizou que nos libertamos do determinismo na proporção em que surge o conhecimento e que cada indivíduo tem a sua forma de entender a vida, do mesmo modo, a moral não pode ser imposta a ninguém, mas construída por cada um.
A reencarnação na história dos povos foi o tema de Ana Clara que revelou ser impreciso afirmar exatamente o momento em que surge a idéia de reencarnação, mas que os registros indicam que a origem do termo é encontrada na Índia e de lá se espalhou pelo mundo a fora.
Palingênese: a busca da comprovação, palestra trazida por Néventon Vargas, enfatizou questões relativas à comprovação da palingênese, dos poucos estudos desenvolvidos sobre a reencarnação após Kardec e ainda o atual preconceito que há no meio espírita em relação a quem realiza tais estudos.
Reencarnação é uma só foi o tema de Otávio Marques Fontoura que, ao buscar a etimologia da palavra reencarnação, explicada pela “ação de novo na carne”, lembrou também que o termo foi creditado pelas pessoas ao espiritismo, mesmo que muitas pessoas de diversas crenças acreditem na reencarnação.
Reencarnação e sexualidade foi a palestra ministrada por Marcelo Henrique Pereira, que fez uma abordagem sobre as reencarnações como o palco para os encontros e reencontros entre os seres, na forma dos diversos relacionamentos (afetivos, amorosos, conviviais e sexuais).
Criminalidade: Educar ou punir? Jacira Jacinto da Silva enfatizou a importância da mudança de tratamento penal àqueles que cometem crimes, buscando alternativas reeducativas para que o indivíduo possa reparar, de algum modo, o seu erro.
Liberdade e determinismo no processo reencarnatório, tema de Ademar Arthur Chioro dos Reis que falou das diferenças entre as pessoas pelo que elas experimentam e enfatizou que nem tudo está explicado pela forma como foi consolidado o espiritismo.
Pesquisa espírita: Metodologia de investigação dos fenômenos, na qual Mauro Spínola denota a importância do cuidado na pesquisa qualitativa, lembrando que as afirmações servem de rumo para serem avaliadas nas pesquisas, uma vez que descobrir é mais importante que provar.
Reencarnação: investigação de casos sugestivos por Ian Stevenson e outros foi o tema de Rui Paulo Nazário de Oliveira que relatou casos de reencarnações comprovadas por meio de lembranças e traços físicos (marcas de nascença) e relatos de espíritos, em regressão de memória, informando que teriam se ligado ao corpo por volta do sexto mês de gestação, levando à reflexão sobre o momento em que o espírito se liga ao corpo.
Deus Pai de Amor: unicidade da existência tema trazido por Fernanda Beatriz Farias que abordou questões relativas à reencarnação, enfocando a bondade divina em proporcionar por meio das sucessivas reencarnações as oportunidades e o aprendizado.
Moral espírita: Instrumento de auto-superação no processo reencarnatório foi a palestra de Bianca Medran, Carolina Grossini e Mariana Ruduit, que enfatizaram que o progresso moral e o intelectual ocorrem em momentos distintos, enaltecendo a importância de se fazer o bem que esteja ao alcance.
Células-tronco e reencarnação, tema trazido por Alcione Moreno, abordou a utilização das células-tronco, como uma promissora via de tratamento para muitas doenças, destacando que há muito ainda o que se pesquisar aliado à necessidade dos espíritas entenderem melhor o progresso da ciência e do próprio espiritismo.
Reencarnação: Processo de construção da autonomia e felicidade do ser, em que Luiz Gonzaga Pereira da Silva Junior, encerrando o fórum, falou da reencarnação como um processo “lucrativo” para o espírito.
Em paralelo, nos momentos destinados às refeições, almoços e jantares especiais foram programados e realizados, com destaque para a culinária gaúcha e o deguste de doces, produto típico da região pelotense.
O encerramento oficial do fórum foi realizado por Rui Nazário e Dora Helena, ficando o compromisso coletivo de que novos fóruns sejam realizados em outras cidades, promovidos por instituições filiadas, adesas ou simpáticas às idéias livre-pensadoras patrocinadas pela Confederação Espírita Pan-Americana (CEPA).
Cumprimentamos aos organizadores pela excelência das atividades, o cuidado para com os detalhes de infra-estrutura e apoio, e o carinho para com os participantes, especialmente aqueles que se deslocaram de cidades de várias partes do Brasil.
Então, até um novo Fórum!

19 outubro 2008

AGRADECIMENTO DOS COORDENADORES AOS PARTICIPANTES DO IIº FORUM DO LIVRE-PENSAR ESPÍRITA

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Queridas amigas e amigos,
Obrigado aos de Pelotas e região, o II Fórum não faria sentido sem vocês.
Aos que vieram de longe, de João Pessoa, Santos, São Paulo, Florianópolis, Itajaí, Porto Alegre, nosso desejo de que tenham chegado bem às suas cidades. Ao Jon Aizpúrua, que esteve antes, no dia 06.10. anunciando a realização do Evento, e já retornou a Caracas. Ao Dante e Mónica, que não puderam vir, mas nos lembraram com seu "saludo", lido na despedida do Fórum pelo nosso amigo Milton Medran.
Queremos, ainda uma vez, agradecer a todos. Vocês abrilhantaram o nosso II Fórum do Livre-Pensar Espírita. Um momento importantíssimo de reflexão e ampliação de nossos questionamentos, sobretudo uma oportunidade de rever amigas e amigos, além de estender laços de fraternos a outros companheiros que ainda não conhecíamos.
Para nós, foi uma honra recebê-las/os.
Foram dias e momentos inesquecíveis.
Desculpamo-nos pelas falhas e omissões que eventualmente cometemos. Esperamos que tenham gostado da nossa cidade. Retornem sempre, para, como disse a Alcione: "roncar a cuia" ao final do chimarrão: este símbolo gaúcho da roda de conversa, o companheiro das horas boas e mui especialmente das horas amargas, o amigo calado, silencioso, mas nunca indiferente, o que aquece no inverno e "mata" a sede no verão; o laço de união, que reúne peões e patrões na solidão do pampa, para lembrar a todos, o que a natureza ensina: sem a menor célula - o espermatozóide, a maior célula, o óvulo, não dá início à vida.
Por isso amigas e amigos, cantemos à vida! Acendamos os nossos "tocos de vela", para que todos nos iluminemos na estrada das experiências, plena de encontros, desencontros, reencontros, que se estreita no horizonte, e se alarga rumo ao infinito.
Obrigado queridas/os amigas/os.
Um grande e saudoso abraço.
Homero, Regina, Dora, Toninho, Josette e todas/os trabalhadoras/res da Casa da Prece.

29 setembro 2008

O SUCESSO DO Iº ENCONTRO NACIONAL DA CEPAMIGOS

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É com grande satisfação que comunico o sucesso do “I Encontro Nacional da Cepamigos”.
Passamos um final de semana maravilhoso no Hotel Terras Altas na cidade de Itapecerica da Serra, muito próximo a São Paulo.
Estavam presentes nossos companheiros argentinos liderados pelo Presidente da CEPA, Dante Lopez, Jon Aizpurua representando a Venezuela, e várias cidades do Brasil, especificamente dos Estados de Pernambunco, Paraíba, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Além de uma grande delegação de jovens argentinos, esteve presente a MEV, Mocidade Espírita Estudantes da Verdade, da cidade de Santos, e outros jovens de outras cidades, não ligados a nenhuma mocidade. O certo é que foi um encontro diferente, marcado pela presença de muitos jovens, como há muito não se via em nossos encontros.
O tema era árido, bem árido. Discutimos a Consciência. Mas tivemos a felicidade de contar com palestrantes e provocadores qualificados que permitiram avançar um pouco na sua compreensão.

Na sexta, começamos com um jantar. Após, a abertura feita por mim; em seguida tivemos uma palestra do presidente da CEPA Dante Lopes. Encerramos o dia com um show do grupo musical Alma Sonora de Curitiba.

Sábado teve Ricardo Nunes, Ademar C.Reis, Mario Sergio, Sandra Regis, Delma Crotti, Reinaldo de Luccia, Wilson Garcia, Jaci Regis, e um jantar dançante para encerrar.

Domingo, exposições de Milton Medran e Cláudio Drubich.

Uma representação teatral da MEV e concluimos com Jon Aizpúrua.

Muitíssimo obrigado a todos pelo sucesso inimaginável!

Agradecemos aos palestrantes, provocadores e coordenadores, e deixamos um agradecimento especial aos participantes, que superaram em muito nossas expectativas.

Agradecimento especial à presidenta da comissão organizadora Alcione Moreno e à Maria Luiza Rossi, tesoureira.

Jacira - presidenta da Cepamigos.